quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Esterilização

Esterilização
Pequena intervenção cirúrgica sobre as trompas, interrompendo o canal que dá passagem aos óvulos na mu Iher (Laqueação de trompas) e dos espermatozóides no canal deferente do homem (Vasectomia). É um método definitivo, pelo que deve ser muito bem ponderado pelo casal.Probabilidade de engravidar: método muito eficaz.
Vantagens: liberta a mulher da preocupação de uso de contraceptivos.Desvantagens: é muito difícil de recuperar a capacidade reprodutora, no caso do casal mudar de ideias em relação à sua reproclução.

Método sintotérmico

Método sintotérmico
Tendo por base os conhecimentos sobre a fisiologia feminina (temperatura basa!, tipo de ciclo menstrua!, avaliação das caracteristicas do muco cervical), procura-se saber quando é o período fértil da mulher, para haver abstinência sexual no casal.
Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: entre 4 e 16%, dependendo da motivação do casal.
Vantagem: método mais fisiológico Desvantagens: não sendo muito eficaz, necessita de grande motivação, rigor nos cálculos e colaboração do casal.

Dispositivos intra-uterinos (DlU)

Dispositivos intra-uterinos (DlU)
Utilização: são colocados, pelo médico, dentro da cavidade uterina para impedir que haja fecundação e que o óvulo fecundado se implante na parede do útero. Podem ser medicados com uma espiral de cobre ou com uma hormona (progesterona), aumentando a sua eficácia. Têm duração entre três a cinco anos.
Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: 1,2 a 1,7.
Vantagens: alternativa para mulheres que não possam ou não queiram utilizar contracepção hormonal e que desejem uma contracepção prolongada.
Desvantagens: provoca fluxos menstruais mais abundantes e ligeiro aumento de dores pré-menstruais nas mulheres com essa propensão.

Métodos hormonais

Métodos hormonais
Actuam inibindo a estimulação do ovário, não permitindo a ovulação.
Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: inferior a 1.
Vantagens: além da óptima eficácia contraceptiva, desempenham um papel protector contra várias doenças (em particular, doenças benignas da mama e do ovário e osteoporose); ajudam a regularar ciclos menstruais e minimizam as dores pré-menstruais (dismenorreia); diminuem o risco de cancro do ovário e do endométrio; melhoram aacne.
Em Portugal, estão disponíveis cinco tipos:

Pilula oral

Utilização: 3 semanas de 1 comprimido diário, 1 semana de descanso sem terapêutica.
Desvantagens: fácil esquecimento; influência medicamentosa; vómitos ou diarreias.

Adesivo dérmico

Utilização: 1 por semana durante 3 semanas. Deve ser colocado na face externa e superior do braço ou aplicado acima da linha dos pêlos púbicos.
Vantagem adicional: não obriga a um cuidado diário.
Desvantagem: é preciso ter cuidado na frequência de saunas e banhos turcos ou com a aplicação de cremes na pele, para evitar o descolamento do adesivo.

Anel vaginal

Utilização: anel flexível contendo uma baixa dosagem hormonal que a própria mulher aplica na vagina só uma vez por mês e retira ao fim de três semanas.
Vantagem adicional: muito prático; existe um serviço gratuito de alertas via sms para lembrar o dia de aplicar e retirar o anel, o que diminui o risco de esquecer o seu uso.
Desvantagens: receio da mulher em saber aplicá-lo.

Implante subdérmico

Utilização: bastonete de plástico com 4 cm de comprimento por 2 mm de diâmetro que é colocado na face interna do braço, por baixo da pele, assegurando uma eficácia contraceptiva durante três anos. A sua colocação exige o recurso a anestesia local e é aplicado, pelo médico, através duma agulha.
Vantagem adicional: elimina o risco de esquecimento; indicado para mulheres com história de anemia e de menstruações abundantes e para as que não podem ou não querem usar estrogénios.
Desvantagens: algumas mulheres (cerca de 20%) podem manter-se sem menstruação durante algum tempo (muitas delas consideram uma vantagem); o implante pode ser sentido através duma palpação digital.

Injecção trimestral

Utilização: Injecção de hormonas sexuais femininas, com duração de eficácia contraceptiva de três meses.
Vantagem adicional: elimina o risco de esquecimento.
Desvantagens: a sua acção não só não pode ser interrompida como pode prolongar-se para além dos 3 meses (até 12 meses), não permitindo retomar de imediato a capacidade reprodutiva quando desejada; ciclo menstrual irregular e amenorreia (ausência de menstruação).

Métodos de barreira

Métodos de barreira
Imobilizam os espermatozóides, impedindo-os de entrar em contacto com o óvulo e de haver fecundação. Em Portugal, estão disponíveis dois tipos:

Espermicidas (sob a forma de óvulos, creme ou espuma)

Utilização: aplicação vaginal antes do início da relação sexual.
Probabilidade de engravidar: no índice de Pearl (número de gravidezes indesejadas, em 100 mulheres, durante 1 ano de uso do método), tem uma taxa de falha entre 7 a 10.
Vantagens: não precisam de receita médica.
Desvantagens: têm baixa eficácia quando utilizados isoladamente e não protegem das doenças sexualmente transmissÍveis (DST), pelo que devem ser associados ao uso do preservativo; podem causar irritações ou alergias em ambos os parceiros.

Preservativo masculino

Utilização: um por cada relação.
Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: 4,5 a 6.
Vantagens: é o único método indicado para a prevenção das DST; não precisa de receita médica.
Desvantagens: no caso de má colocação ou rotura durante o acto sexual, perde a sua eficácia; ocasionalmente, pode causar alergia.

Métodos Contraceptivos

Passados mais de 40 anos sobre o início da comercialização da pílula, as opções em termos de contracepção são múltiplas. Conheça as vantagens e desvantagens de cada uma e descubra qual a mais adequada para si. A escolha de um método contraceptivo eficaz e de confiança deve ser feita de acordo com as necessidades do casal, que podem variar ao longo da vida. Se quer ter a certeza de que está a utilizar o método certo, confira aqui no site.
Os métodos contraceptivos dividem-se em cinco grandes grupos:
  1. Métodos de barreira
  2. Métodos hormonais
  3. Dispositivos intra-uterinos (DIU)
  4. Método sintotérmico
  5. Esterilização

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aspectos religiosos e culturais

Visões religiosas sobre o controle de natalidade

Quando presidente da CNBB, o cardeal dom Geraldo Majella fez declarações polêmicas afirmando a posição contrária da Igreja Católica brasileira aos programas de educação sexual e o aborto no país.
As religiões variam amplamente nos seus pontos de vista sobre a ética do controle de natalidade. No cristianismo, a Igreja Católica Romana aceita somente o planejamento familiar natural,[28] ao passo que os Protestantes mantêm um amplo espectro de ponto de vista desde a não-permissão até a permissão muito branda.[29] As visões no Judaísmo variam desde o judaismo mais ortodoxo ao mais brando reformista.[30] No Islã, os contraceptivos são permitidos se eles não ameaçarem a saúde ou levarem à esterilidade, embora o seu uso seja às vezes desmotivado.[31] Os hindus podem usar contraceptivos artificiais e naturais.[32]
Em maio de 2007, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB), cardeal dom Geraldo Majella, criticou o programa de educação sexual dogoverno brasileiro, dizendo que é contra o programa, pois, como no caso do preservativo, este estimularia a precocidade da criança e do adolescente. Afirmou também que isto induz à promiscuidade.[33]
Neste mesmo período, o Papa Bento XVI declarou na 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (CELAM), em Aparecida (SP), que as leis civis que favorecem e permitem o uso de anticoncepcionais e o aborto, presentes em alguns países da América Latina, são uma ameaça "ao futuro dos países da região".[34]

Educação sobre o planejamento familiar

É um direito assegurado pela Constituição Federal Brasileira e pela Lei Nº 9.263, que regulamenta o planejamento familiar, o acesso das pessoas a informações, métodos e técnicas para a concepção e para a anticoncepção, cientificamente aceitos e que não coloquem em risco suas vidas e saúde.
Muitos adolescentes, mais comumente nos países desenvolvidos, recebem algum tipo de educação sexual na escola. Há uma grande contestação sobre qual informação deve ser fornecida nestes programas, especialmente nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os possíveis assuntos incluem anatomia reprodutiva, comportamento sexual humano, informações sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), aspectos sociais da interação sexual, habilidades de negociação para ajudar os adolescentes a tomar a decisão de seguirem abstinentes ou partirem para o uso de um contraceptivo e informação sobre os métodos contraceptivos existentes.
Em uma pesquisa[35] realizada pelo governo brasileiro em todo território nacional, 74% dos entrevistados disseram que aprovam a distribuição de preservativosentre adolescentes com mais de 13 anos, que participam do programa de educação sexual nas escolas, enquanto 16% desaprovam a ação.
Existe um tipo de programa de educação sexual, a educação baseada somente na abstinência, que divulga a abstinência sexual até a data do casamento, e não fornece informações sobre controle de natalidade ou acaba enfatizando muito fortemente informações negativas como as taxas de falha do uso dos contraceptivos. Pelo fato da abstinência oferecer uma melhor proteção contra a gravidez e doenças do que a atividade sexual mesmo com os melhores métodos contraceptivos, os entusiastas do programa baseado somente na abstinência acreditam que ele irá resultar em taxas menores de gravidezes na adolescência e de infecções por DST. Entretanto, alguns estudos mostraram que os programas de educação sexual baseados somente na abstinência na verdade aumentam as taxas de gravidezes e DSTs na população adolescente.